Existem diferentes métodos de identificação, análise e solução de problemas. Contudo, a utilização desse tipo de método, embora importante, não é comum em muitas organizações, nas quais predominam ações do tipo “apagar incêndios”. Assim sendo, é importante que os métodos existentes sejam estudados.
Existem diversos tipos de metodologias de resolução de problemas, a que será falada hoje se chama IDM– Innovation Decision Mapping um método extremamente dinâmico e que gera resultados surpreendentes, ao invés de se "apagar incêndios", ou seja elaborar ideia diretamente a partir de problemas, essa metodologia passa por varias etapas, com isso é priorizado acabar com a origem do problema, ou seja acabar com a origem do incêndio.
O processo do IDM consiste em quatro etapas cada uma delas se inicia com um brainstorming para que todos os envolvidos possam dar suas opiniões sobre o assunto, no caso inicia-se com o tema sintomas, em seguida objetivos então diagnostico e por fim ideias, esse brainstorming tem por objetivo não justificar nenhum tipo de ideia, pois o intuito é acumular o máximo de ideias e logo em seguida fazer duas votações, e para que essas votações não sejam influenciadas não se deve justificar nenhuma ideia.
Enfim metodologias de resolução e planejamento estratégico são extremamente úteis e necessárias para qualquer tipo de empresa, pois resolver problemas é algo bem recorrente.
Confira essa curta apresentação sobre esta metodologia
Uma empresa denominada Ecovative criou um novo material para
embalagens feito a base de micélio, que é análogo à uma raiz nos cogumelos. O
micélio utiliza materiais “inúteis” como caules, cascas de sementes, e os
transforma em polímeros de quitina. A Ecovative usa o micélio como uma cola,
podendo ser moldado de qualquer forma. O produto final é um material isolante e
resistente ao fogo, além de ter também a densidade desejada.
Para a produção, inicialmente a Ecovative coleta estas partes
de plantas que não servem para alimentação e, por isso, têm baixo valor
econômico. Depois, esta matéria é inoculada juntamente com o micélio, na forma
desejada. Em menos de uma semana o micélio cresce sem a necessidade de luz ou
água. O interessante é que a energia utilizada é muito pouca comparada com a fabricação
de espumas sintéticas, já que na verdade quem faz todo o trabalho é o próprio
micélio. No fim, o material é colocado em alta temperatura para a desidratação,
fazendo com que o crescimento pare. Como o micélio não chega a formar um
cogumelo, não há esporos, então não há preocupações alergênicas.
Com este novo material moldável, a Ecovative o cultiva no
formato que deseja, na densidade necessária para as diferentes utilidades. Nem
todos os materiais já estão a venda, mas as aplicações vão desde simples embalagens
protetoras (substituindo o isopor), como embalagens para laptops até materias
para construção, como painéis de isolamento.
Depois das vantagens de ter baixo preço, fácil moldagem, baixa utilização de energia e fácil produção
industrial, o micélio ainda é totalmente reciclável pelo meio ambiente, já que
é material orgânico. Se ele for jogado na natureza ele será reabsorvido e ainda
servirá de adubo para o local.
Como em todos os
novos temas, existe bastante discussão e pontos de vista diferentes sobre a
definição do conceito. Assume-se por uma inovação que gera impacto
socioambiental positivo. Essa definição proposta é baseada na definição de
inovação de Schumpeter e que foi aperfeiçoada por outros acadêmicos. O conceito
pode ser descrito da seguinte forma: uma ideia implementada para um novo
produto, serviço, processo ou sistema que gere transformação social positiva.
Essa forma
colaborativa de trabalhar é uma mudança importante em relação à forma dos três
setores atuarem isoladamente. O diálogo entre os setores para co-criar
estratégias conjuntas tem potencial para gerar inovações sociais que vão mudar
a nossa forma de trabalhar e atuar na sociedade. Por isso, iniciativas que
integrem diversos perfis para buscar soluções de desafios socioambientais são
fundamentais para a geração de inovações sociais, como por exemplo, o The Hub (http://www.the-hub.net/).
Por quê?
Conhecer
uma nova perspectiva estratégica para as organizações prosperarem.
Desenvolver uma nova abordagem para a inovação e capacitar
os participantes com ferramentas práticas.
Quais as vantagens?
O legado deixado
pelas organizações pode ser muito maior do que simplesmente empregos e renda.
Pode-se deixar uma marca positiva na vida das pessoas. Colocando-as como centro
de nossas inovações podem-se criar de forma colaborativa soluções que importam
tanto para as organizações como para o contexto em que estão inseridas.
O que esperar?
Deixar
de buscar a inovação só pelo lucro e lembrar que vivemos numa sociedade, não
apenas dentro das organizações. Sair com o conhecimento teórico e
principalmente prático de como criar uma solução de valor econômico e social
para uma organização.
Recentemente, como todos sabemos,
Apple ganhou um processo contra a Samsung recebendo o montante de US$1,05bi por
perdas e danos. A empresa coreana foi acusada de copiar a propriedade
intelectual dos americanos, no que tange a sua patente bastante ampla sobre “aparelhos
eletrônicos retangulares”. E a Apple pretende usar estas patentes para frear
seu competidor de vender aparelhos como o novo (retangular) Galaxy Tab e novos
(retangulares) smartphones.
É interessante notar que o design
retangular para aparelhos eletrônicos muito provavelmente não foi inventado
pela Apple e, então, eles criaram suas próprias plataformas retangulares de
leitura, ainda que tenham processado a Samsung por praticamente a mesma coisa:
copiar um design retangular. E isto destaca um problema central na economia
atual baseada na inovação. Qual é o equilíbrio adequado entre competição e
cópia?
Leis de propriedade intelectual
são baseadas na ideia de que copiar é ruim para a criatividade e inovação.
Normalmente é mais barato copiar algo do que criar algo inteiramente novo. Se
os inovadores não forem protegidos da imitação, eles não investirão mais em inovação.
Como as cópias podem ser
benéficas?
Porque podem permitir tanto
quanto prevenir a inovação.
Quando pensamos em
criatividade e inovação, normalmente imaginamos o gênio solitário trabalhando
muito, muito, muito duro, até que ele finalmente tem o seu momento “eureka!”.
Na verdade, inovação frequentemente é um processo incremental, acumulativo e competitivo. É crítico
para a criação de melhores produtos. Cópias podem também guiar o processo de
invenção, enquanto seus competidores lutam para se manter à frente dos demais.
Um sistema de patentes encoraja a
inovação, mas é vulnerável a excessos. Esse sistema é amigo do inovador, mas o
sistema vigente de proteção
intelectual não é necessariamente amigo do público que quer ver inovações sendo
colocadas em prática. Gigantes da indústria podem trancar à sete chaves suas ideias
e sentar sobre suas patentes para desencorajar a competição. Além de evitar
excessos, deveríamos favorecer uma regra do “Use-o ou deixe-o” que garanta que
verdadeiros inovadores não possam ser impedidos de competir em determinado
segmento, porque alguns protegem suas ideias generalistas e às vezes até
abstrata se conceituais de uma tecnologia.