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25 de julho de 2013

Música na garrafa - Inspiração para grandes idéias

Não, não é mais um daqueles esquemas de encher a garrafa com líquido para fazer uma nota musical. Imagine “tocar” uma garrafa como se fosse um disco de vinil. Se você gosta de beber, saiba ainda que essa estranha e criativa maneira de ouvir música foi desenvolvida em uma garrafa de cerveja.


Tudo começou nos idos de 1870, quando Thomas Edison inventou o fonógrafo, capaz de gravar e reproduzir sons. Ao invés dos costumeiros discos, ele utilizou um cilindro em seu invento. Então, foi a vez de a agência Shine Limited, da Nova Zelândia, reparar a semelhança entre o tal cilindro e uma garrafa de cerveja ao realizar um trabalho para a marca Beck’s. O resultado foi a incrível Beck’s  Edison Bottle, e a primeira música gravada e reproduzida com sucesso foi “Here She Comes”, da banda Ghost Wave. Quem diria que seria possível tocar música numa garrafa de cerveja? Confira no vídeo abaixo.


Desta vez gostaria de instigar meu leitor a uma reflexão que também é um desafio. A idéia do projeto que lhes apresentei hoje surgiu a partir do conhecimento do invento de Edison e da simples observação da semelhança de uma garrafa com os cilindros utilizados no fonógrafo. Generalizando, uma observação de algo aparentemente sem significado e comum (uma garrafa), somados ao conhecimento adquirido (fonógrafo de Edison) e uma boa dose de criatividade resultaram num grande projeto inovador (tocar música numa garrafa), desafiador (reinventar e construir o novo fonógrafo), criativo e chamativo.

Acredito que você já captou a minha mensagem. A Beck’s Edison Bottle não será produzida comercialmente, mas a iniciativa que você desempenhar em seu trabalho, seja ele qual for, sua dedicação e visão de negócio podem transformar a sua carreira. Não negligencie os conhecimentos adquiridos e repare nas coisas simples da vida, pois é uma das mais ricas fontes de inspiração. 


26 de junho de 2013

Reinventando a roda

Você acha que objetos ou processos que já existem há anos não podem sofrer alterações radicais? Vive dizendo que não é possível reinventar a roda? Bem, seu argumento não é válido mais.

A empresa 4Sphere criou a “Shark Wheel”, um novo conceito de roda. O que é novo? O conceito é baseado, acreditem, em um cubo. Isso mesmo, a roda é quadrada! E ela roda tão suavemente ou ainda mais que uma roda convencional.

De acordo com seu criador, David Patrick, da 4Sphere, o projeto foi inspirado em um cubo, é composto por 3 tiras dispostas em forma helicoidal, em 3 dimensões que rolam em uma superfície em linha. A empresa criou a Shark Wheel para ser usada em skates, prometendo maior aderência, estabilidade e capacidade de desenvolver maior velocidade.

Atualmente a empresa mantém o projeto na plataforma de financiamento Kickstarter, esperando obter meios para a produção em larga escala.

Ainda não está acreditando? Veja o resultado do produto da 4Sphere no vídeo abaixo ou visite o site do projeto: http://sharkwheelskate.com/.





21 de junho de 2013

O que é Design Thinking?

Embora o nome “design” seja frequentemente associado à qualidade e/ou aparência estética de produtos, o design como disciplina tem por objetivo máximo promover bem-estar na vida das pessoas. No entanto, é a maneira como o designer percebe as coisas e age sobre elas que chamou a atenção de gestores, abrindo novos caminhos para a inovação empresarial.

O designer enxerga como um problema tudo aquilo que prejudica ou impede a experiência (emocional, cognitiva, estética) e o bem-estar na vida das pessoas (considerando todos os aspectos da vida, como trabalho, lazer, relacionamentos, cultura etc.). isso faz com que sua principal tarefa seja identificar problemas e gerar soluções.

Ele entende que problemas que afetam o bem-estar das pessoas são de natureza diversa, e que é preciso mapear a cultura, os contextos, as experiências pessoais e os processos na vida dos indivíduos para ganhar uma visão mais completa e assim melhor identificar as barreiras e gerar alternativas para transpô-las. Ao investir esforços nesse mapeamento, o designer consegue identificar as causas e as consequências das dificuldades e ser mais assertivo na busca por soluções. 

O designer sabe que para identificar os reais problemas e solucioná-los de maneira mais efetiva, é preciso abordá-los sob diversas perspectivas e ângulos. Assim, prioriza o trabalho colaborativo entre equipes multidisciplinares, que trazem olhares diversificados e oferecem interpretações variadas sobre a questão e, assim, soluções inovadoras.

Trabalha em um processo multifásico e não linear - chamado fuzzy front end- que permite interações e aprendizados constantes. isso faz com que o designer esteja sempre experimentando novos caminhos e aberto a novas alternativas: o erro gera aprendizados que o ajudam a traçar direções alternativas e identificar oportunidades para a inovação. 

No mais, como o nome já diz, o design Thinking se refere à maneira do designer de pensar, que utiliza um tipo de raciocínio pouco convencional no meio empresarial, o pensamento abdutivo. Nesse tipo de pensamento, busca-se formular questionamentos através da apreensão ou compreensão dos fenômenos, ou seja, são formuladas perguntas a serem respondidas a partir das informações coletadas durante a observação do universo que permeia o problema. Assim, ao pensar de maneira abdutiva, a solução não é derivada do problema: ela se encaixa nele. 

Não se pode solucionar problemas com o mesmo tipo de pensamento que os criou: abduzir e desafiar as normas empresariais é a base do design Thinking. É pensando de maneira abdutiva que o designer constantemente desafia seus padrões, fazendo e desfazendo conjecturas, e transformando-as em oportunidades para a inovação. É essa habilidade, de se desvencilhar do pensamento lógico cartesiano, que faz com que o designer se mantenha “fora da caixa”.

A seguir, a tabela compara os métodos de design e de marketing, revelando uma abordagem diferente para o tema inovação na área empresarial.


Pesquisa de design
Pesquisa de mercado

Foco


Nas pessoas.

Nas pessoas.




Objetivo





Pretende entender
culturas, experiências,
emoções, pensamentos e
comportamentos de forma
a reunir informações para
inspirar o projeto.

Pretende entender
comportamentos a partir do
que as pessoas fazem, ou
dizem que fazem para prever o que fariam numa nova situação e gerar soluções a partir disso.



Levantamento de dados




Através da interação entre
pesquisador e sujeito da
pesquisa, principalmente
a partir de conversas
semi-estruturadas.


Priorizando questionários e
entrevistas estruturadas.





Amostragem






Representa qualitativamente a amostra e busca por perfis de usuários extremos, pois o raro e o obscuro nas observações podem levar a uma nova e interessante ideia.


Representa a amostra
estatisticamente, com o
objetivo de entender as
respostas das massas,
frequentemente ignorando
pontos fora da curva. análise
dos dados requer um ponto
de vista objetivo, sendo crítico evitar vieses.




Tipo de informação coletada

Comportamentos, objetos e
palavras que as pessoas usam
para expressar sua relação
com as coisas e processos
ao seu redor.


Opiniões e comportamentos
das pessoas quanto à situação atual ou à expectativa de contextos futuros.



 

(Fonte: Livro Design Thinking - Inovação em Negócios)




13 de maio de 2013

Você realmente sabe o que é Marketing Pessoal?

Ainda tem muita gente por aí confundindo marketing pessoal com superexposição. Sempre tem quem lê em algum lugar ou escuta algum consultor ou amigo dizendo que tem de se promover e pronto: catástrofe. Cria-se mais um monstro da superexposição. Para colocarmos as coisas em ordem, vale lembrar que marketing pessoal é uma ferramenta para o gerenciamento da imagem pessoal e profissional. Serve para melhorar a imagem que as pessoas têm a respeito de alguém.
Algumas pessoas exageram na dose e acham que estão fazendo marketing pessoal. Uma das premissas do marketing pessoal é justamente saber dosar a exposição. De menos, você não será lembrado. Porém ninguém quer ou vai adivinhar, é preciso mostrar. Para isso é necessário criar estratégias de exposição.
Saber estar nos lugares certos, participar dos eventos e reuniões mais estratégicos e, mais do que tudo, agir naturalmente, tenha em mente que para cuidar da imagem pessoal é preciso observar. Veja aquelas pessoas que são bem sucedidas,  analise e entenda o porque, assim se pode aprender e evitar a superexposição, afinal ninguém quer ser taxado de metido e arrogante,  mas se desconfiar que talvez seja essa a imagem que está transmitindo uma conversa com um amigo próximo e uma auto-avaliação são estratégias muito bem vindas.





4 de maio de 2013

Como inovar no dia a dia



Empreendedorismo e inovação andam lado a lado e para fazer essa ligação acontecer de maneira prática, ter a mente aberta vem se mostrando uma opção de sucesso. Com o surgimento de novas oportunidades, pensar diferente (outside of the box) é a  chance de investir em um novo potencial, não só isso, mas também é ter a habilidade de olhar tudo ao seu redor e transformar recursos que ninguém mais viu em soluções para seus problemas.

"Ninguém pode resistir a uma ideia cujo tempo chegou". A afirmação do poeta e escritor francês Victor Hugo ilustra bem essa ideia de que e é essencial saber que tudo muda: as pessoas mudam, o mundo muda e as necessidades também. Ter a mente aberta significa ter uma meta e saber aonde se quer chegar, porém ter flexibilidade suficiente para se adaptar ao caminho.

As empresas de sucesso não são aquelas que se mantêm inalteradas, pelo contrário, são aquelas que conseguem se reinventar junto com as mudanças do mercado. Essa capacidade de inovar já está embutida em nosso instinto, basta exercitá-la um pouco e pronto: liberte-se dos pré-conceitos, das regras e da rotina, crie soluções novas, tendo em mente que nada é impossível.

Aqui estão seis dicas para exercitar esse potencial:
  1. Sempre esteja preparado para uma grande mudança: tente se reinventar, comece mudando aquilo que já existe. Diversificar é preciso.
  2. Entenda o que te impede de mudar: não deixe a negatividade, o estresse, o medo de perder e o medo de quebrar regras te impedirem de pensar mais alto.

  3.  Desafie o óbvio: não é só porque algo é de um jeito que tem que continuar sendo daquele jeito. Esperar que as coisas não mudem é se acomodar, enquanto o que está em volta muda e se desenvolve. Sempre faça perguntas e nunca tire uma conclusão precipitada.
  4.  Quebre a rotina: fazer a mesma coisa todos os dias, também leva ao comodismo. Tente minimizar a rotina, seguindo ainda seu próprio padrão. Faça coisas diferentes, mude caminhos, mude roupas, mude ideias.
  5. Tire férias: tire férias de tudo, da rotina, do trabalho, dos amigos. Esqueças as preocupações, pelo menos por um tempo, e aproveite seus pensamentos. 
  6. Faça brainstorms: pense em uma palavra solta e depois em uma palavra que se ligue a essa e assim por diante, faça quebra cabeças e palavras cruzadas, estimule o cérebro, imagine soluções, aprenda uma nova língua.
O empreendedor busca deixar sua marca no mundo e que maneira melhor de fazer isso do que pensar diferente de todos, fazer algo original, que impressione e choque as pessoas.

Ter a mente aberta é possuir a necessidade de icluir ideias, de resolver problemas e de inovar. Faça algo novo todos os dias, tente o diferente e abra novas possibilidades. Leve essas dicas pro dia a dia e revolucione o cotidiano. 


17 de setembro de 2012

Atalhos da Criatividade

Recentes descobertas da neurociência mostram que a criatividade não é apenas um dom restrito a afortunados, mas um conjunto de processos de pensamento que qualquer um pode desenvolver. "Sabemos hoje que a criatividade não é um dom especial privativo de alguns poucos felizardos", diz Jonah Lehrer, neurocientista e autor do livro Imagine: How Creativity Works (Houghton Mifflin Harcourt). "Trata-se de uma variedade de processos de pensamento distintos que todos podemos aprender a usar de modo mais efetivo". A seguir, cinco dicas essenciais de Lehrer para os leitores darem vazão a todo o seu potencial criativo.

1. Desconcerte-se
Estar desconcertado é um momento fundamental no processo criativo, pois implica um reconhecimento de que a situação não tem saida. É a frustração decorrente desse reconhecimento que pode conduzir ao vislumbre da solução. Segundo o autor, em diversos estudos de mapeamento do cérebro, os cientistas notaram que, quanto a pessoa se defrontava com um problema, seu hemisfério esquerdo (a região habitualmente associada à resolução de problemas pelo método analítico) punha-se a trabalhar de imediato. Mas os problemas mais complicados desgastavam rapidamente o processo, deixando a pessoa frustrada e reclamando da dificuldade de solucionar o problema. Com a frustração, indicativa da necessidade de recorrer a um caminho alternativo para superar o desafio, os cientistas perceberam que a atividade mental transitava do hemisfério esquerdo para o direito, associado à criatividade. Com essa mudança, em diversos casos, as pessoas demonstraram experimentar momentos de insight, nos quais a resposta vinha a suas mentes de súbito. Para os cientistas, a importância da frustração no processo é crucial.

2. Insista e não desista
A frustração e o desconcerto constituem ingredientes indispensáveis na deflagração da criatividade, mas outras duas características também possuem grande relevância no desencadeamento desse processo: a perseverança e a paixão por metas de longo prazo. "Essas qualidades", explica Lehrer, "englobam a determinação, e nenhum artista, nenhum escritor, nenhum inventor seria bem-sucedido sem ela. A determinação é a qualidade que força você a fazer sacrifícios por paixão, a trabalhar por longas horas ou a ficar treinando mesmo quando o treino não é divertido". De acordo com o neurocientista americano, pesquisas revelaram que a determinação é um dos mais importantes indicadores de sucesso. A razão para isso, avalia, Lehrer, não é difícil de imaginar: "Ninguém é suficientemente talentoso para não ter de trabalhar duro".

3. Dê um tempo
Não é raro ver pessoas munidas de perseverança frustrarem-se com a falta de solução e continuarem nesse estado por tempo considerável. O que fazer? "Algumas vezes, fazer uma pausa, afastar-se e reconcentrar-se pode ajudar a atingir um estado mental mais criativo", diz Lehrer. Segundo ele, pesquisas mostram que uma mente relaxada, na qual as ondas alfa aparecem aumentadas, tem mais possibilidade de vislumbrar respostas bloqueadas pela frustação. Para quem imagina que é difícil chegar a esses estado, Lehrer dá algumas sugestões simples apoiadas em estudos: tomar um bom banho ou assumir uma perspectiva mais positiva ajuda a aumentar a criatividade. "É por isso que tantas corporações bem-sucedidas - da 3M ao Google - têm adotado as pausas para a busca de projetos externos e novas ideia como uma parte crucial do trabalho diário", afirma o autor.


4. "Expatrie-se"

Para explicar esse item, Lehrer lembra a atração que Paris exerce sobre os escritores. Em geral, esses artistas não elaboram ensaios e romances usando a cidade e seus moradores; em vez disso, usam a atmosfera do lugar como inspiração para obras passadas em seus países de origem. Segundo Lehrer, vários estudos mostram que a viagem expande a criatividade ao encorajar o viajante a pensar superando as fronteiras do próprio ego. "Até as pequenas coisas, como não saber se deve dar gorjeta a um garçom ou a forma de dizer 'obrigado' na língua local, estimulam a mente e fazem a pessoa observar mais aquilo que é externo a si própria e aquilo que ela já sabe", diz o autor. Mas ninguém precisa ir a Paris para despertar a criatividade: "Acordar com um olhar novo e tornar-se um expatriado para seu problema específico pode ser tremendamente benéfico para resolvê-lo."

5. Incorpore sua criança de 7 anos
Numa pesquisa realizada em 2010, Darya Zabelina e Michael Robinson, da Universidade Estadual de Dakota do Norte (EUA), reuniram centenas de universitários e os dividiram em dois grupos. O primeiro recebeu as seguintes instruções: "Você tem 7 anos, as aulas foram canceladas e você tem o dia inteiro para desfrutar. O que faria? Aonde você iria? Quem você veria?" A segunda turma recebeu as mesmas instruções, exceto a primeira frase, eliminada. Depois de escrever por dez minutos, os participantes receberam vários testes envolvendo criatividade, como sugerir utilidades para pneus velhos ou tijolos. Os integrantes do primeiro grupo se saíram bem melhor que o do segundo, propondo praticamente o dobro de ideias criativas. Conclusão: "Temos apenas de fingir que somos criancinhas", propõe Lehrer.


17 de julho de 2012

Chuva de Pingos de Bronze dá novo visual para aeroporto

O Aeroporto de Cingapura é o palco de uma verdadeira obra de arte. Um estúdio alemão de design chamado ART+COM criou uma chuva de pingos de bronze controlada por um programa de computador. Ou seja, uma chuva robótica! Assista ao vídeo e confira uma nova forma de obra de arte: